MP de Campo Mourão processa Copel por constantes quedas de energia. A empresa divulgou uma nota de esclarecimento
O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Campo Mourão, ajuizou uma ação civil pública contra a Companhia Paranaense de Energia (Copel) devido às frequentes interrupções no fornecimento de energia elétrica, oscilações de tensão e demora no restabelecimento do serviço. A medida, divulgada na terça-feira, 3 de novembro, busca melhorias no atendimento à população e indenizações pelos prejuízos causados aos consumidores.
Segundo o Ministério Público, os problemas se agravaram em 2026. Enquanto em 2024 foram registrados 10 apagões prolongados e, em 2025, outros 12, somente até 12 de outubro deste ano já haviam sido contabilizadas 52 ocorrências. Entre agosto e setembro, a concessionária recebeu 256 reclamações. As interrupções também prejudicaram serviços essenciais, como o abastecimento de água da Sanepar, provocando a suspensão de aulas em 12 escolas municipais e nove Centros Municipais de Educação Infantil.
Na ação, o MPPR pede que a Justiça determine à Copel a disponibilização de uma equipe de manutenção exclusiva para Campo Mourão, em até 30 dias, além da apresentação de um plano de investimentos e melhorias na rede elétrica. Também solicita que os chamados relacionados à falta de energia sejam atendidos em até uma hora, com previsão de multas de R$ 20 mil em caso de descumprimento das determinações judiciais.
O Ministério Público também requer R$ 2 milhões por danos morais coletivos, além do ressarcimento individual de moradores e comerciantes que tiveram prejuízos, como equipamentos eletrônicos danificados e perda de alimentos ou mercadorias. Os pedidos ainda serão analisados pela Justiça.
RESPOSTA – A Copel informa que ainda não foi notificada sobre a ação do Ministério Público. A companhia destaca que, no início de outubro, seus representantes estiveram em Campo Mourão para ouvir as demandas do município e apresentar ao prefeito, Douglas Fabrício, os investimentos previstos para a cidade.
Segundo a empresa, estão sendo aplicados aproximadamente R$ 90 milhões em Campo Mourão neste ano, em obras destinadas ao fortalecimento, à ampliação e à modernização do sistema elétrico, com o objetivo de melhorar a qualidade e a confiabilidade do fornecimento de energia.
Desse montante, cerca de R$ 60 milhões foram destinados à ampliação da Subestação Bandeira. Outros R$ 29 milhões estão sendo investidos em melhorias e expansão da rede de distribuição de energia elétrica.
Entre os serviços realizados e previstos estão a construção de 11 quilômetros de novos trechos de rede, a substituição de nove quilômetros de cabos e a instalação de 22 religadores automáticos. Conforme a Copel, esses equipamentos contribuem para aumentar a segurança e a confiabilidade do sistema, além de reduzir o tempo de interrupção no fornecimento de energia à população.
Papa transfere dom Carlos José, da Diocese de Apucarana para Limeira, em São Paulo
A Igreja Católica anunciou, nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, uma importante mudança no comando da Diocese de Apucarana, que abrange diversos municípios do Vale do Ivaí e região. O Papa Leão XIV nomeou dom Carlos José de Oliveira como novo bispo da Diocese de Limeira, no interior de São Paulo. A informação foi divulgada pela Nunciatura Apostólica no Brasil e confirmada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Dom Carlos José estava à frente da Diocese de Apucarana desde abril de 2019, quando tomou posse como quinto bispo diocesano, em celebração realizada na Catedral Nossa Senhora de Lourdes. Durante mais de sete anos, desenvolveu atividades pastorais, administrativas e sociais, mantendo contato com paróquias e comunidades católicas de toda a região.
Natural de Botucatu, São Paulo, dom Carlos José nasceu em 17 de outubro de 1967 e completou 59 anos recentemente. Foi ordenado sacerdote em outubro de 1992 e bispo em março de 2019. Possui mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Ao longo de sua trajetória religiosa, desempenhou diversas funções ligadas à formação de sacerdotes, à Pastoral Familiar e à assistência social. Também foi fundador da Casa de Acolhida Mãe da Piedade, instituição voltada ao atendimento de pessoas em situação de rua e com dependência química.
Em Apucarana, seu trabalho foi marcado por iniciativas de reorganização pastoral, formação religiosa, assistência social e fortalecimento da devoção a Nossa Senhora de Lourdes, padroeira da Diocese.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou uma mensagem agradecendo pelos serviços prestados por dom Carlos José à Igreja de Apucarana e desejando sucesso em sua nova missão. A manifestação foi assinada pela presidência da CNBB, liderada pelo cardeal dom Jaime Spengler.
A nomeação encerra uma etapa importante da atuação de dom Carlos José na região de Apucarana e do Vale do Ivaí. Até o momento, o comunicado apresentado pela CNBB não informa quem será o novo bispo de Apucarana nem a data da posse em Limeira. O novo Bispo da Diocese de Apucarana, ainda não foi revelado.
Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Gaeco e Receita Federal deflagram operação em Apuarana, Jandaia e Arapongas
O Núcleo Regional de Londrina e o Núcleo Fiscal do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, e a Receita Federal deflagraram nesta quarta-feira, 4 de novembro, duas operações simultâneas: a 2ª fase da Operação Enxágue e a Operação Catéter. As duas investigações têm como alvo organizações criminosas voltadas à prática de crimes contra a ordem tributária (sonegação de ICMS), falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no comércio de subprodutos de origem animal, como sebo e gordura, utilizados como matéria-prima por indústrias de biodiesel e curtumes.
Foram cumpridos 64 mandados de busca e apreensão em 28 municípios do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de medidas cautelares diversas da prisão impostas a nove investigados de ordens de sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores que, somados, alcançam R$ 271.481.696,96. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio dos Gaecos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo.
Os municípios onde houve cumprimento de medidas são: Londrina, Maringá, São Paulo, Arapongas, Apucarana, Cambé, Rolândia, Paiçandu, Cianorte, Jandaia do Sul, Curitiba, São José dos Pinhais, Campinas (SP), Passo Fundo (RS), Colorado, Enéas Marques, Foz do Iguaçu, Goioerê, Loanda, Mandaguari, Marialva, Pitanga, Toledo, Barretos (SP), Rancharia (SP), Joinville (SC), Erechim (RS) e Marau (RS).
Empresas noteiras – Segundo as apurações, os grupos investigados se valiam de empresas de fachada, as chamadas “noteiras”, registradas em nome de “laranjas”, para emitir notas fiscais sem correspondência com operações reais, gerar créditos tributários fictícios e movimentar recursos ilícitos, transferindo todo o passivo tributário a pessoas jurídicas sem patrimônio e sem existência física.
Embora autônomas, as investigações são conexas. Em ambas, foram identificados os mesmos fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), geridos e administrados pela mesma instituição, utilizados como canais para converter títulos sem lastro em recursos com aparência de legalidade. Mais uma vez, as investigações criminais e tributárias identificam o uso de fundos de investimento como mecanismos de escoamento de recursos e de blindagem patrimonial e financeira.
Funcionamento do esquema – Os fornecedores reais das mercadorias (frigoríficos, graxarias, cooperativas e curtumes) vendiam o sebo e a gordura animal sem emitir nota fiscal, omitindo a receita, ou com emissão de nota fiscal para as empresas noteiras, sem a real existência do transporte da mercadoria para as empresas de fachada. As “noteiras” emitiam as notas em seu lugar para as indústrias adquirentes, que se apropriavam dos créditos de ICMS nelas destacados – imposto que jamais era recolhido. Todo o passivo recaía sobre empresas insolventes e sem existência física, ocultando os verdadeiros polos das operações.
Os créditos tributários estaduais definitivamente constituídos contra as empresas de fachada objeto desta fase da Operação Enxague somam R$ 143.390.934,40. Considerada toda a cadeia de empresas envolvidas, inclusive aquelas cujos débitos são apurados em investigação própria, os créditos já constituídos ultrapassam R$ 300 milhões. Dentre os alvos da Operação Cateter 2, uma empresa com sede formal em Londrina acumula débitos de ICMS inscritos em Certidões de Dívida Ativa que somam R$ 128.090.762,56.
IVAIPORÃ – Prefeito Carlos Gil busca melhorias na PR-466 e recursos de R$ 12 milhões para o Jardim Botânico
O prefeito de Ivaiporã, Carlos Gil, cumpriu uma série de compromissos nesta terça-feira, 3 de novembro, junto ao Governo do Paraná e representantes da Assembleia Legislativa. A agenda teve como objetivo buscar investimentos para o município, com destaque para melhorias no projeto de duplicação da PR-466, apoio financeiro à Expovale 2026 e ampliação do Parque Ambiental Jardim Botânico.
Uma das principais reivindicações apresentadas pelo prefeito envolve adequações na duplicação da PR-466, rodovia de grande importância para Ivaiporã e municípios vizinhos. A administração municipal busca garantir que o projeto contemple melhorias na segurança, nos acessos e na mobilidade de motoristas e moradores que utilizam diariamente a estrada.
Na área de eventos e turismo, Carlos Gil também tratou da liberação de R$ 500 mil em apoio à Expovale 2026, considerada uma das principais feiras da região. O evento está programado para acontecer de 18 a 22 de novembro, reunindo atrações culturais, atividades comerciais, exposição agropecuária e visitantes de diversas cidades. Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná
Outro assunto da agenda foi a busca pela liberação de R$ 12 milhões para novos investimentos no Parque Ambiental Jardim Botânico. A proposta faz parte dos planos da administração municipal para ampliar a estrutura de lazer, preservação ambiental e turismo, fortalecendo o espaço como atrativo regional.
Segundo as informações divulgadas sobre a agenda, as tratativas buscam assegurar apoio estadual para a execução dos projetos. As iniciativas integram o planejamento da Prefeitura de Ivaiporã para melhorar a infraestrutura urbana, incentivar a atividade turística e ampliar as oportunidades de desenvolvimento econômico do município.
SÃO PEDRO – Prefeito Rildo volta a explicar cancelamento da festa de 71 anos do município
Conforme noticiado na semana passada, a prefeitura de São Pedro do Ivaí decidiu cancelar as festividades em comemoração aos 71 anos do município, que estavam programadas para os dias 27, 28 e 29 de novembro de 2026. O prefeito Rildo Bernardes de Camargo voltou, por meio da prefeitura, divulgou uma nota oficial esclarecendo os motivos da decisão.
Segundo o texto, a medida foi tomada por cautela financeira, considerando os prejuízos provocados pelos temporais, a possibilidade de novas ocorrências climáticas e a redução dos repasses financeiros aos municípios.
Outro fator apontado foi a interrupção dos recursos que estavam previstos para auxiliar na realização da festa. Sem esse apoio, a Prefeitura precisaria utilizar dinheiro próprio para custear a programação, o que poderia comprometer outras prioridades da administração.
Na nota de esclarecimento, a Prefeitura reforçou que decidiu priorizar os serviços essenciais, a segurança financeira do município e o atendimento às necessidades da população, especialmente das famílias que possam precisar de assistência em situações emergenciais.
A administração reconheceu a expectativa dos moradores pelas comemorações do aniversário da cidade e lamentou o cancelamento. Entretanto, destacou que a decisão busca preservar os recursos públicos e garantir condições para enfrentar os desafios atuais. A prefeitura ainda agradeceu a compreensão da comunidade e reafirmou seu compromisso com a transparência e a responsabilidade na aplicação do dinheiro público.
ARIRANHA – Chuva de granizo com pedras maiores que ovos de galinha provoca estragos em casas e veículos
A Prefeitura de Ortigueira divulgou novas regras para a utilização de patinetes elétricos no município. As determinações estão previstas na Lei Municipal nº 1.760/2026, que estabelece critérios de idade, limites de velocidade e restrições de circulação, com o objetivo de aumentar a segurança dos condutores, pedestres e demais usuários das vias públicas.
Conforme as informações divulgadas pela administração municipal, a idade mínima para conduzir esses veículos é de 16 anos. No entanto, adolescentes de 16 e 17 anos somente poderão utilizá-los mediante autorização dos pais ou responsáveis.
A legislação também determina que a velocidade máxima permitida seja de 20 km/h. Em áreas destinadas a pedestres, desde que a circulação esteja autorizada e devidamente sinalizada, o limite será de apenas 6 km/h. O uso de capacete é recomendado como medida adicional de segurança.
Outra determinação importante é a proibição da circulação de patinetes elétricos em calçadas, rodovias e ruas onde o limite de velocidade seja superior a 40 km/h. Também fica proibida a condução sob efeito de bebidas alcoólicas e a utilização de telefone celular enquanto o veículo estiver em movimento.
Segundo a Prefeitura de Ortigueira, a divulgação das regras busca orientar a população sobre o uso responsável desses meios de transporte, que vêm ganhando espaço nas cidades. A administração municipal destaca que o respeito às normas é fundamental para prevenir acidentes e garantir uma convivência mais segura no trânsito.
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